‘Homenagens’

Promessas divinas

God Is Talking To Me

Muitas vezes e em muitas situações não falo sobre minha ligação com o divino.

Por durante algum tempo fui tentar entender Deus.

Minha primeira limitação era relacionada ao nome: Quem é Deus?

Muitas explicações dadas, poucas conclusivas o bastante.

Pode-se dar muitos nomes a ele. Atribuir diferentes nomes a cada aspecto de Sua personalidade. Atribuir características humanas a Ele…

Assim, meu pensamento analítico levou à seguinte direção: Quem é Deus para…

Ora, se há diferentes personalidades, deve haver diferentes formas de se falar com Deus. Assim, fui dar uma olhada de perto em algumas religiões que estavam ao meu alcance.

Mas, entre as várias formas de se chamar “Deus”, o que mais achei interessante é que se exige uma confiança cega e a atitude humana é constantemente eivada de vicissitudes vãs, imperfeitas, até mesmo levianas.

Entender a Deus é mais simples que parece. Todos os aspectos já estão lá, contudo, a confiança que inculca este ato, decerto dependerá de amplo depreendimento de coisas maiores que a simples visão pouco profunda da vida.

A minha visão hoje tende ao cristianismo. Contudo, contempla tudo o que é necessário para se tornar um bom cristão, de acordo com as tão invocadas “Promessas de Deus”, mas ainda assim, sem percorrer o caminho engendrado pelas comunidades cristãs.

A ligação com Deus deve ser compreendida como uma ligação de pai-para-filho. Ligação essa que independe de quaisquer espécies de intermediários a partir da remissão dos pecados feita por Jesus Cristo.

Ora, na relação com meu pai, não posso compreender a visão toda, assim, não é justo confiar nas suas Promessas e agir de acordo com o que ele diz para ser feito?

Que tal ser livre para fazer o que se QUER mas fazer-se o que se DEVE?

Que tal ao invés de viver através do exemplo torna-se o exemplo?

Eis o meu principal norte: Tornar-me o exemplo.

As promessas de Deus fazem-me uma pessoa melhor. Fazem-me ser destemido. Fazem-me saber que tudo dará certo, mesmo que naquele momento eu não compreenda o que é o “dar certo”.

Quantas vezes temos dúvidas?  Quantas vezes temos medo? Quantas vezes agimos de forma leviana, despudorada desnecessariamente? Quantas vezes agimos contra o nosso próximo de forma a “tirar alguma vantagem” ?

E, quantas vezes nos “vestimos das roupas divinas” para externar nossas piores críticas destrutivas, nossos piores defeitos, nossas piores perversões? Para escondermo-nos das vontades de Deus?

Quantas vezes nos acovardamos para que as coisas sejam mais simples? Para que não precisemos lutar? Para que possamos subjugar nosso próximo?

Meus antepassados foram trazidos da África como escravos por chamados “Cristãos”, foram açoitados, mortos, tratados como animais de carga. Acha que isso é o propósito divino?

Ora, mas e se houvesse dentro de cada um a própria centelha divina? Pois há! E, é disso que trato aqui: Deus não está na esquina, na Igreja, no Padre, no Pastor, no Ancião, na Mãe-de-santo, no lider religioso que seja, tampouco o encontrará através de outra pessoa. Deus está em você mesmo. Está nas suas atitudes perante o mundo. Na sua relação individual com ele.

Deus perdoa quem mata? Quem rouba? Não! Nós perdoamos. Deus não perdoa isso. Ele simplesmente não condena! Por que? Porque a promessa de salvação cumprida através de Cristo trata da “Remissão dos pecados”.

Mas, não pense que isso isenta você de responsabilidades. Deus se aborrece com isso, tenha certeza.

Como numa relação com um pai: Ele vai te castigar, vai se aborrecer, mas no final das contas, vai te perdoar (mesmo que tenha de te condenar) pois ele é teu pai e, te ama!

Assim, tenha certeza: Quando um pai tem de escolher entre dois filhos, qual ele irá abençoar mais? O que tenta fazer tudo para seguir o exemplo Dele ou o que faz o que bem quer quando bem entende mas pede desculpas a toda hora? Entenda. Ele ama os dois, mas tenha certeza, as bençãos de um serão diferentes das do outro.

Isto não se pode medir em dinheiro, mas em felicidade autêntica. Não é a quantidade de adversidades que aquele filho irá enfrentar mas a forma como ele as enfrentará.

Se eu chamar Deus de “Oxalá” ou de “Buda” vai realmente fazer diferença para Deus? Vou dar um exemplo: Minha mãe me chama de “Huguinho”, eu me chamo na internet de “Hasgar”, me chamam legalmente de “Hugo Antonio”, minha tia me chama de “Tesourão”… Faz diferença? Para meus clientes sou austero, sério, comprometido, determinado. Para meus familiares sou sincero, carinhoso, solícito. Para meu amor sou gentil, solidário, responsável, brincalhão. Para meus amigos sou honesto, fiel, disposto a ajudar… E, ainda assim sou eu mesmo.

Assim, vejo um problema quando tenho de dar nome a Deus. Deus tem o nome que deve ter. É errado chamá-lo de Pai? de Papai do Céu? de Deus? de Allah? de Jeovah? de Javé? de “Senhor Divino”? de Zeus? de Vishnu?

E atribuir características que são peculiares a nosso relacionamento? Não. Não é.

Por este motivo, não dou nome a Deus.

Por este mesmo motivo que não peço nada a Deus. Agradeço. Desabafo meus anseios. Mas não vejo necessidade de pedir-lhe nada. A vida está muito boa do jeito que está. Se é necessário enfrentar uma determinada maratona para se chegar a um lugar, porque enfrentar reclamando? Estampo um sorriso no rosto e vou em frente, pois sei que as promessas feitas por Deus serão cumpridas uma por vez.

Ah, seu problema é falta de dinheiro? Será que é isso mesmo? Será que não é “ter menos que outros”? Aquele dinheiro realmente lhe fará uma pessoa melhor? As pessoas mais felizes são as mais ricas?

Ah, seu problema é que ninguém te ama? Você se ama? Você ama alguém? Você tem feito algum esforço na direção de se tornar alguém melhor?

Ah, seu problema… VOCÊ diz ter problemas. Mas, de todos os problemas, não é sua a solução, por isso, fique feliz por hoje estar assim. Poderia ser pior. Tenha certeza.

Ah, mas eu estou com uma doença terminal e vou morrer em duas semanas. Pois é. E AGORA, o que você está fazendo para melhorar sua relação com as outras pessoas, com Deus, consigo mesmo? Ou só está sentindo pena de si? Para dizer “Eu te amo” não é necessário levantar-se. Para dizer “Desculpe” basta uma caneta e um papel ou um abraço. A hora é agora.

É isto que Deus quer: Que sejamos melhores.

Onde é a Igreja de Deus? Qualquer lugar que podemos falar Dele. Não necessariamente com palavras, mas através de atitudes. Ora, qual é mais eficaz? Ficar gritando: “Porque Deus quer que você se arrependa… Porque Deus quer…” ou, através do seu exemplo, você ser capaz de mudar a visão de vida das pessoas? Que tal você mostrar que as Promessas de Deus se cumpriram em sua vida porque você se submeteu à Sua vontade e não aos seus próprios desejos?

Quem é o Servo fiel de Deus? Qualquer pessoa que seja capaz de não se dobrar ante as próprias vaidades, que seja capaz de enxergar que fazer o correto é difícil mas gratificante. Que confiar em Deus é mais importante que 10.000 “Aleluias”. Que não sucumbir ao pecado é libertar-se das amarras de uma vida inteira de pedidos de perdões.

Assim, querer ser melhor depende de ser mais fiel a si e às vontades de Deus, do seu Deus.

Na vila Mimosa


Lugar interessante este talvez, a melhor nomenclatura para aqui seja “mercado de prazeres”. Há mulheres para todos os gostos e, bastante bem representada está a raça brasileira. Em seus aspectos mais intrínsecos está nossa sociedade e, ouso dizer que em cada marca de biquíni e tatuagem está representado ainda os credos, os amores, as paixões, os desencontros e mais do que tudo, uma identidade bastante particular da mulher brasileira.

Há algum tempo, acreditava piamente que a meretriz tinha um nome que a fazia ter aspectos quase maquinais que as faziam mero objeto, quase abjeto, de descarga dos homens que vinham em troca de compreensão, afeição, simpatia e, até mesmo uma espécie de amor.

É muito comum, ao olhar em seus olhos, ver pessoas de garra e, de uma forma poética, uma espécime de arrependimento eterno e, ainda assim,velado em si mesmo.

Nas primeiras vezes que se vem neste lugar, é comum sentir alguma confusão, contudo, ela dissipa-se ao primeiro vislumbre destas belas esculturas multi-étnicas.

Há formas diversas de reconhecer-se neste lugar, pois afinal, há uma parcela de atenção ao corcunda, ao gordo, ao magro, ao feio, ao deficiente e, encontra-se esta cooperação por apenas alguns reais, ora, ao termos um relacionamento fixo, o bolso também é fator determinante à escolha da parceira.

Sendo assim, um pseudo amor comprado pode, muitas vezes, ser mais sincero que um amor de verdade. Aliás, oi que é amor de verdade? É a vontade, o querer, o desejar, e o retribuir, eis a mais difícil das tarefas: Querer e ser quisto. Esta certamente não é a solução definitiva, contudo é a mais prática e segura, sendo assim, por que não optar por alguma espécie de amor rápido e instantâneo?

Tudo é uma forma de ser contudo, é concupiscente a situação absoluta do bem querer. Ninguém se quer gratuitamente.

As teorias acabaram-se, contudo a verdade é bem mais comumente confundia com a dificuldade do que realmente é. Ponto final.

Dia Internacional da Mulher


Em 1857, um bando de operárias sinistras fizeram uma parada que parou o mundo. Sou contra o dia internacional da mulher, por quê?
Porque o dia da mulher é todo dia, o dia todo. Todo dia é dia de dizer que se ama à mulher da sua vida (sua mãe, sua esposa, filha, namorada, amiga, colega, vizinha…). Há cousas boas e ruins neste dia e, dentre as ruins é que com o fato da ‘liberalização do ideal feminino’, esqueceram-se de todos os valores que a família necessita para sobreviver e, é a mulher, o pilar central da família, que está aos frangalhos ao se deparar com uma vida dupla de trabalho e sustento da casa e educação da família.
Sou contra o dia, não contra as mulheres; estas sim, admiro incondicionalmente e digo(para quem quiser ouvir), que o mundo é delas: quem quiser que adeque-se.
A mulher é melhor em tudo o que faz e, inegavelmente superior a nós, seres masculinamente mínimos mesmo mantendo-nos mimados.
Enfim, à mulher!

Carequinha

Anteontem morreu o palhaço carequinha. Curioso como somos né?!
Eu sempre imaginei que ele iria viver para sempre.
Sei lá, tem tanta coisa acontecendo com a minha vida que até isso vem para degradar.

Hugo.